Texto | Adeus…

Depois de tanto tempo decidi aparecer aqui.

Esse ano eu aceitei que posso mudar e que todos mudam. Eu sempre morria de medo e agora é algo constante na minha vida. Aquela segurança que eu gostava de ter, tive que aprender a viver sem ela.

Mudei muito.

Esse foi um dos anos mais difíceis pra mim, se não O mais. Meu medo e a solidão me acompanhavam diariamente e jamais pensei que fosse ver claridade e bondade na minha vida. Busquei forças de onde não tinha, vi que havia pessoas do meu lado mesmo sem eu saber.

Teve gente tentando acabar com a minha paz. E fui mais forte que isso. Não tive vergonha de pedir perdão, de assumir quando errei e implorar.

Parece que a cada ano que vamos envelhecendo, percebemos o quanto mudamos. Aquela pessoa que antes gritava tudo o que pensava, agora pensa mil vezes antes de falar ou simplesmente guarda pra si.

Eu explodia mais. Não nego. Me arrependo de algumas coisas e sei que me arrependeria muito mais se não tivesse feito. Queria que a vida fosse mais fácil, mas não foi pra mim.

Mas nem tudo é escuro! Esse ano pude encontrar uma amiga que conheço a muitos anos pela internet! E também ver meu amor, não só uma vez… E olha, sem ele, não sei o que teria sido do meu 2016. Provavelmente seria sem luz. E só tenho agradecer por todas as vezes que quis desistir e ele estava do meu lado falando “Jess, você não precisa disso! Você consegue!”. Talvez não com essas palavras, mas era assim que eu sentia.

Muitas vezes achei que ia perder a cabeça. Foi um ano difícil. E estou aprendendo a lidar com as dificuldades… A esperança pra 2017 é que tudo dê certo!

Espero que pra todos sejam! Mesmo com altos e baixos, devemos lembrar dos bons momentos e seguir em frente, acima de qualquer coisa.

Não vou ter mais medo de chorar e abraçar alguém quando preciso. Não vou mais ficar me sufocando sozinha quando preciso sair de casa e apenas gritar. Sei que todas essas cicatrizes que tenho irão sumir. Irão curar. Sempre curam, não é mesmo?

Basta sermos pacientes, ainda tem muito pela frente…

Jess

Feliz ano novo á todos!

 

 

Texto | Fiquei de férias.

Decidi fugir e ir pra um lugar onde não ficasse maluca. Por sorte, fiz isso na hora certa… Só Deus sabe o que aconteceria se eu não viesse pra cá.
É bom respirar sem ter procupações, falar algo sem medo, chorar sem ter vergonha do que vão pensar.
Me senti feliz, querida e que realmente tive atenção. Ás vezes é isso que precisamos mesmo, atenção sem pedir, atenção das pessoas que mais amamos.
Não vou mentir dizendo que foi tudo flores, claro que há trovões e dias cinzentos ás vezes. Mas não foi nada que tenha me impedido de ter acordado melhor no dia seguinte.
Confesso que não sou boa em escrever coisas boas ou um texto feliz. E sei que na maioria dos meus textos eu uso muito o “não sou” ou simplesmente “não”. Pode ser que isso seja tóxico de alguma maneira.
Essa nova realidade é péssima. Voltei pra uma rotina “cinza”, sem meu amor. Não tem nada certo, mas já conto os dias.
Muitas vezes o que me deixa feliz é ver quem eu amo se dando bem e acabo esquecendo de mim.
Deveria bastar, né? Mas para os outros nunca basta e acabo perdendo minhas horas sem fazer nada produtivo pra mim. Apenas tendo orgulho dos outros e ficando pra trás.
Só sei que, a vida sem o amor, não é nada. É real, eu sinto. E muito.

Jéssica Fogaça

*por favor, não faça plágio*

Texto | Consulta

“Oi Doutor, sei que é a minha primeira sessão e eu devia estar tímida e com medo de falar com você, mas não precisa vir com todo esse cliché.
Eu realmente preciso falar. Eu não era assim. Sinto falta de mim.
Sabe Doutor, mesmo quando eu tava enlouquecendo, eu conseguia me alegrar com alguma coisa. Hoje isso parece missão impossível. Eu tento falar com as pessoas naturalmente, ás vezes até dou risada, mas dói porque não consigo falar a minha real situação, mostrar quem eu sou agora.

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Texto | Ah, o meu amor…

“O meu amor me pegou assim, desprevenida, chegou quietinho como se não quisesse nada. Chegou me dando um sorriso, um abraço rápido e dizendo “oi, preciso ir ao banheiro”.

Não tive tempo ainda de falar sobre a sensação que tive e tenho desde que esse mês se passou, se passou tão rápido certos dias, e tão devagar em outros.
Ainda consigo sentir a sua presença na minha cama e me sinto triste ao ir na sala e ver que você não está ali comendo um pote de açaí que preparei e assistindo televisão. Continuar lendo